Apologética Católica

A Inquisição e o Protestantismo

Por Jaime Francisco de Moura

             

           Com a Reforma, o caos iria aparecer na superfície da terra. Citemos aqui, uma sequência da guerra dos camponeses. A partir do dia 06 de Maio de 1527, começa o saque de Roma pelas tropas de Carlo V, comandadas pelo Duque de Bourbon. Cerca de quarenta mil homens espalharam na cidade o terror, a violência e a morte.

Furiosa, sem encontrar muita resistência, a horda dos invasores protestantes, penetra no hospital do Espírito Santo e ali, aos berros, degola os enfermos. À semelhança de uma torrente bravia, os bárbaros se lançam sobre Roma, todos cumprem a palavra de ordem: Quem for encontrado nas ruas deve morrer, seja moço ou velho, mulher ou homem, padre ou freira.

              Ávidos, incansáveis na busca das riquezas, dos despojos, os Reformadores e outros invasores assaltam, saqueiam, incendeiam, trucidam, arrebentam as suas vítimas, jogam crianças pelas janelas ou as esmagam contra as paredes.

Conforme disse Maurice Andrieaux, esse ataque a Roma “superou em atrocidade todas as tragédias da história”, até mesmo a destruição de Jerusalém e a tomada de Constantinopla.

Igrejas são saqueadas, soldados profanam o túmulo de São Pedro, mexem nos restos mortais do Papa Júlio II, do qual lhe arrancam do dedo o anel.

Missais, cálices, relíquias, crucifixos, paramentos, vestes litúrgicas, o sudário de Santa Verônica, tudo isso andaram de mão em mão no meio dos saqueadores.

Bulas do Papa, bem como os manuscritos do Vaticano, servem de colchões para o repouso dos cavalos.

         Entretanto, segundo o depoimento de um Veneziano, o inferno não era nada, se fosse comparado ao espetáculo oferecido pelos Reformadores. Alguns violentavam as virgens em cima das mães destas, e em seguida as próprias mães.

          Nem as religiosas escapavam, eram violentadas nos conventos, sobre os degraus dos altares e se resistissem eram degoladas. Saciam a luxúria dos vândalos até na presença de familiares, mas certos pais, a fim de eliminar estas cenas, não hesitavam em matar as suas filhas.

Um nobre, chamado Gattinara, assim falou: “Nesse exército[o dos invasores de Roma] não há nem comandante, nem soldados, nem obediência, nem regras...os comandantes fazem o que podem, se comportam como verdadeiros Luteranos”.

Fidalgos, Burgueses, comerciantes, homens ricos, foram obrigados a despejar nas vias públicas, por suas próprias mãos, as fezes das latrinas, pois os invasores queriam ver se eles não haviam escondido, nessas fezes, objetos de valor ou reluzentes moedas de ouro.

E como centenas de cadáveres apodreciam ao ar livre, as ruas de Roma se converteram em cloacas fedorentas. Aquele cheiro enjoativo das matérias decompostas se tornou insuportável. Veio então, para aumentar o número de mortos, uma peste assoladora.

 E com a peste surgiu a fome, porque nas lojas os víveres já não existiam, a cidade deixara de ser reabastecida. Todos passaram a comer os burros, os cavalos, os gatos, os cachorros. Como a fome não é preconceituosa, devoravam até os ratos.

                Erasmo de Roterdan lamentou aquela fúria selvagem contra a gloriosa cidade dos Papas e dos Césares: “Roma sofreu mais do que com os Gauleses e os Godos”.

Conclui-se que, os apelos de Lutero à violência, durante a guerra dos camponeses, estimularam o furor insano dos soldados na capital da Cristandade. Citemos aqui mais uma vez, aquelas palavras do reformador, dirigidas aos príncipes da Alemanha: “Esmagai! degolai! Trespassai de todo modo! Matar um revoltado é abater um cão danado”.

                   Será que os Reformadores ficaram isentos da inquisição Medieval ?

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