Apologética Católica

 

                                    A quem exorcizar?


           Número infinito de infelizes atormentados pelo demônio O Ritual Romano reserva os exorcismos solenes somente às pessoas que dêem sinais inequívocos de possessão. Mas os exorcistas ( e não só eles, também os demais sacerdotes) se deparam com casos muito mais freqüentes de pessoas que, sem estarem propriamente possessas, estão sofrendo vexações do demônio. O Pe. Joseph de Tonquédec S.J., que por mais de vinte anos foi exorcista da arquidiocese de Paris e grande demonólogo, escrevia, já em 1948. “A questão que vamos tratar não é do campo da psicologia ou da experiência em geral; ela é propriamente teológica. “O que nos levou a refletir sobre ela foi a insistência de um número infinito de infelizes que, não apresentando os sinais de possessão diabólica, não se comportando como possessos, recorrem, entretanto, ao ministério do exorcista para serem libertados de suas misérias: doenças rebeldes, azar, infelicidade de toda espécie.

           “Enquanto os possessos são muito raros, os pacientes dos quais falo são legião. Não seria legítimo tratálos como possessos, uma vez que, em toda evidência, eles não o são. Por outro lado, eles não são também, sempre e necessáriamente, doentes mentais sobre os quais um tratamento psiquiátrico teria chance de dar certo...

             “Em qualquer caso, estamos simplesmente em presença de infelizes de toda espécie, cujas queixas nos fazem compreender a gama dos infortúnios humanos.

            Tomados de pena por eles, nós nos perguntamos a que meios recorrer para os ajudar. “Então nos vêm à lembrança certas páginas dos nossos Santos Livros, certas orações ou práticas litúrgicas que supõem a influência do demônio, presente muito além das regiões onde temos o costume de o confinar”.

            O autor recomenda que nesses casos se usem os sacramentais (água-benta, sal bento), orações, bênçãos, o Exorcismo de Leão XVIII (Exorcismo contra Satanás e os anjos apóstatas), etc. (J. de TONQUEDEC S.J., Quelques aspects dei l‘action de Satan eu ce monde, p. 493.)

             Por seu lado, o exorcista da diocese de Roma, Pe. Gabriele Amorth, comenta: “Atualmente o Ritual considera diretamente só o caso de possessão diabólica, ou seja, o caso mais grave e mais raro. Nós exorcistas nos ocupamos, na prática, de todos os casos nos quais percebemos uma intervenção satânica: os casos de infestação diabólica (que são muito mais numerosos do que os casos de possessão) , os casos de infestação pessoal, de infestação de casas e ainda outros casos nos quais temos visto a eficácia das nossas orações. ... Por exemplo, não são claros os confins entre possessos e infestados; tampouco são claros os confins entre infestados e vítimas de outros males: males físicos que podem ser causados pelo Maligno; males morais (estados habituais de pecado, sobretudo nas formas mais graves), nos quais certamente o Maligno tem sua parte. Por exemplo tenho visto às vezes vantagem em usar o exorcismo breve na ajuda ao sacramento da Confissão nas pessoas endurecidas em certos pecados, como os homossexuais. Santo Afonso, o Doutor da Igreja para a Teologia Moral, falando para os confessores, diz que antes de qualquer coisa o sacerdote deve exorcizar privadamente quando se encontra diante de algo que possa ser infestação demoníaca” (G. AMORTH, Un exorcista racconta, pp. 199-200.)

Jaime Francisco é criador deste site. É Apologista Católico, Historiador, Estudioso da Igreja Primitiva e das doutrinas protestantes no Brasil e na América Latina. Publicou 03 obras em defesa da Fé Católica: "As diferenças entre Igreja Católica e Igrejas Protestantes" " Porque estes Protestantes tornaram - se Católicos" e " Lavagem Cerebral e Hipnose no meio Protestante" Maiores informações sobre os livros: www.respostascatolicas.webnode.com.br Nestes últimos anos tem estudado profundamente sobre Psicologia e fenômenos relacionados à demônologia.

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