Apologética Católica


O Milagre de Lanciano

 

Por Jaime Francisco de Moura



          Por volta dos anos 700, na cidade italiana de Lanciano (antigamente Anciano), viviam no mosteiro de São Legoziano, os monges de São Basílio e entre eles havia um cuja fé parecia vacilante e ele era perseguido todos os dias pela dúvida de que a Hóstia consagrada fosse o verdadeiro corpo de Cristo e o vinho, seu verdadeiro sangue.


        Foi quando, certa manhã, celebrando a santa Missa, mais do que nunca, atormentado pela sua dúvida, após proferir as palavras da consagração, ele viu a Hóstia converter-se em carne viva e o  vinho em sangue vivo. Sentiu-se confuso e dominado pelo temor diante de tão espantoso Milagre


        A Hóstia-carne apresentava, como ainda hoje se pode observar uma coloração ligeiramente escura, tornando-se rósea se iluminada pelo lado oposto e tinha uma aparência fibrosa; o sangue era de cor terrosa, coagulado em cinco fragmentos de forma e tamanhos diferentes.


          O protagonista do Milagre foi um monge basiliano que estava celebrando a Missa em rito Latino. Os especialistas concordam em que o Milagre aconteceu no século VIII.


          O Milagre Eucarístico permanente, durante os cinco séculos que esteve custodiado pelos monges basilianos e depois pelos beneditos estava exposto num precioso relicário de marfim sobre um altar lateral da Igreja.


        A partir de 1713 até hoje, a carne passou a ser conservada numa custódia de prata, e o sangue, num cálice de cristal.


          Aos reconhecimentos eclesiásticos do Milagre, a partir de 1574, veio juntar-se o pronunciamento da Ciência Moderna através de minuciosas e rigorosas provas de laboratório.


         Foi em novembro de 1970, que os frades menores conventuais, sob cuja guarda se mantém a igreja do Milagre (desde 1252 chamada de São Francisco) decidiram, devidamente autorizados, confiar a dois médicos de renome profissional e idoneidade moral, a análise científica das relíquias. Para tanto, convidaram o Doutor Odoardo Linoli, chefe de serviço dos hospitais reunidos de Arezzo e livre docente de Anatomia e Histologia patológica e de Química  e Microscopia Clínica, para, assessorado pelo professor Ruggero Bertelli, Professor emérito de Anatomia Humana Normal na Universidade de Siena, proceder aos exames.


        Após alguns meses de trabalho exatamente a 4 de março de 1971, os pesquisadores publicaram um relatório contendo o resultado das análises:

                      A carne é verdadeira carne.

                      O sangue é verdadeiro sangue.

                      A carne do tecido muscular do coração ( miocárdio, endocárdio e nervo vago).

                    A carne e o sangue são do mesmo tipo sanguíneo (AB) ( o mesmo tipo de sangue analisado no Sudário) e pertencem à espécie humana.


             Fato extraordinário: Trata-se de carne e sangue de uma Pessoa VIVA, vivendo atualmente, pois que esse sangue é o mesmo que tivesse sido retirado naquele mesmo dia de um ser vivo.

              A conservação da carne e do sangue deixados em estado natural durante 12 séculos e expostos à ação de agentes atmosféricos e biológicos, permanece um fenômeno extraordinário.


                    Verificações Científicas


         Vários estudos já haviam sido realizados ao longo dos tempos. Nos tempos mais modernos devem destacar-se o seguinte: 


              Significados


           O milagre de Lanciano (e todos os outros numerosos milagres eucarísticos) confirma clarissimamente a Revelação sobre a Eucaristia como a entendem os Católicos. São rejeitadas, não combinam de maneira nenhuma com o Milagre de Lanciano, as diversas interpretações protestantes e cismáticas e enquanto divergentes da Igreja Católica:


           Na Eucaristia, está realmente presente Jesus Cristo sob as aparências de pão e vinho (transubstanciação). Não se trata somente de "presença" pela graça significada pelo sacramento, nem se trata de um ato meramente de comemoração simbólica como afirmam os protestantes.


                   E Jesus Cristo permanece nas Hóstias consagradas conservadas nos sacrários.(não presença só durante o momento da comunhão como interpretam os protestantes.


    O milagre de Lanciano aconteceu precisamente no momento da Consagração. Assim consta de todos os documentos antigos.Esse é portanto, o momento da Transubstanciação.


             A igreja cismática considera inválida a comunhão sob uma só espécie.Mas sob uma só espécie, a de pão, dava-se a comunhão na época em que o Milagre foi realizado, como também geralmente hoje, no catolicismo.


           O Milagre Eucarístico de Lanciano é categórico e decisivo. A ciência, com técnicas e meios excepcionais e precisos, fornece a certeza do Milagre.

Jaime Francisco é criador deste site. É Apologista Católico, Historiador, Estudioso da Igreja Primitiva e das doutrinas protestantes no Brasil e na América Latina. Publicou 03 obras em defesa da Fé Católica: "As diferenças entre Igreja Católica e Igrejas Protestantes" " Porque estes Protestantes tornaram - se Católicos" e " Lavagem Cerebral e Hipnose no meio Protestante" Maiores informações sobre os livros: www.respostascatolicas.webnode.com.br   Nestes últimos anos tem estudado profundamente sobre Psicologia e fenômenos  relacionados à demônologia.

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