Apologética Católica

A vitória de Cristo e o poder da Igreja Contra os demônios



              1. A Igreja crê firmemente que há um só Deus, Pai, Filho e Espírito Santo, único princípio de todo o universo: criador de todas as coisas visíveis e invisíveis. *(6)Com a sua providência, Deus protege e governa tudo o que criou (cf. Col 1, 16). *(7) e nada fez que não fosse bom. *(8) Também «o diabo ( ... ) e os outros demónios foram por Deus criados bons na sua natureza, mas por si próprios tornaram-se maus». *(9) Por isso também eles seriam bons, se permanecessem como tinham sido criados. Contudo, porque usaram mal da sua natural excelência e não permaneceram na verdade (cf. Jo 8, 44), não se transformaram numa substância contrária, mas afastaram-se do sumo Bem, ao qual deviam aderir. *(10)

            2. O homem foi criado à imagem de Deus «na justiça e santidade verdadeiras» (Ef 4, 24), e a sua dignidade requer que atue segundo a sua escolha consciente e livre. *(11) Mas abusou gravemente do dom da sua liberdade, por persuasão do Maligno; pelo pecado da desobediência (cf. Gen 3; Rom 5, 12) ficou sujeito ao poder do diabo e da morte, tornando-se servo do pecado. *(12) Por isso «se trava ao longo de toda a história humana.

*(6) Cf. Conc. Lateran. IV, cap. I, De fide catholica, Denz.-Schönm. 800; cf. Paulo VI, Professio fidei: A.A.S. 60 (1968) 436.

*(7) Cf. Conc. Vat. I, Const, dogm. Dei Filius, sobre a fé católica, cap. I, De rerum omnium creatore, Denz.-Schönm. 3003.

*(8) Cf. S. Leão Magno, Epistula Quam laudabiliter ad Turribium, c. 6, De natura diaboli, Denz.-Schönm. 286.

*(9) Conc. Lateran. IV,cap. I, De fide catholica, Denz.-Schönm. 800.

*(10) Cf. S. Leão Magno, Epistula Quam laudabiliter ad Turribium, c. 6, De natura diaboli, Denz.-Schönm. 286.

*(11) Cf. Conc. Vat. II., Const. past. sobre a Igreja no mundo contemporâneo, Gaudium et spes, n. 17.

*(12) Cf. Conc. Trid., Sessio V, Decretum de peccato originali, nn. 1-2, Denz.-Schönm. 1511-1512.12 uma dura batalha contra o poder das trevas, que começou no princípio do mundo e durará, como diz o Senhor, até ao último dia» (cf. Mt 24, 13; 13,24-30 e 36-43). *(13)

            3. Deus Pai omnipotente e misericordioso enviou o seu amado Filho ao mundo, para libertar o homem do poder das trevas e o transferir para o seu reino (cf. Gal 4, 5; Col 1, 13). Por isso, Cristo, «o primogénito de toda a criatura» (Col 1, 15), para renovar o homem velho, revestiu-Se da carne pecadora, «para destruir pela morte aquele que detinha o poder da morte, isto é, o diabo» (Hebr 2, 14) e pela sua morte e ressurreição transformar a natureza humana numa nova criatura, com o dom do Espírito Santo. *(14)

               4. Nos dias da sua vida mortal, o Senhor Jesus, vencedor da tentação no deserto (cf. Mt 4, 1-11; Mc 1, 12-13; Lc 4, 1-13), expulsou pela sua própria autoridade Satanás e outros demónios, impondo-lhes a sua divina vontade (cf. Mt 12, 27-29; Lc 11, 19-20). Fazendo o bem e sarando todos os que eram oprimidos pelo diabo (cf. Act 10,38), manifestou a obra da sua salvação, para libertar os homens do pecado e dos seus sequazes, bem como do seu primeiro autor, homicida desde o princípio e pai da mentira (cf. Jo 8, 44).15

            5. Ao chegar a hora das trevas, o Senhor, «obediente até à morte» (Filip 2, 8), repeliu o último ataque de Satanás (cf. Lc 4, 13; 22, 53) pelo poder da Cruz,16 vencendo a soberba do inimigo antigo. Esta vitória manifestou-se pela gloriosa ressurreição de Cristo, porque Deus O ressuscitou dos mortos e O colocou à sua direita nos Céus, submetendo tudo a seus pés (cf. Ef 1, 21-22).

           6. No exercício do seu ministério, Cristo deu aos Apóstolos e aos seus discípulos o poder de expulsar os espíritos impuros (cf. Mt 10, 1.8; Mc 3,14-15; 6, 7.13; Lc 9, 1; 10, 17.18-20). Prometeu-lhes o Espírito Santo Paráclito, procedente do Pai pelo Filho, o qual havia de arguir o mundo do juízo, porque o príncipe deste mundo já foi julgado (cf. Jo 16, 7-11). E, entre os sinais que haviam de seguir os que acreditassem, enumera-se no Evangelho a expulsão dos demónios (cf. Mc 16, 17).

*(13) Conc. Vat. II., Const. past. sobre a Igreja no mundo contemporâneo, Gaudium et spes, n. 37; cf. ibidem, n. 13; 1 Jo 5, 19; Catecismo da Igreja Católica, nn. 401, 407, 409, 1717.

*(14) Cf. 2 Cor 5, 17.

*(15) Cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 517, 549-550.

*(16) Missal Romano, Prefácio I da Paixão.

              7. Por isso a Igreja, já desde o tempo apostólico, exerceu o poder recebido de Cristo, de expulsar demónios e repelir a sua influência (cf. At 5, 16; 8, 7; 16, 18; 19, 12). E assim ela ora continuamente com toda a confiança «em nome de Jesus» para que seja livre do Mal (cf. Mt 6, 13).17 Também no mesmo nome, pela força do Espírito Santo, de vários modos ordenou aos demónios que não impedissem a obra da evangelização (cf. 1Tes 2, 18) e restituíssem ao «mais Forte» (cf. Lc 11, 21-22) o domínio de todas as coisas e de cada homem. «Quando a Igreja pede publicamente e com autoridade, em nome de Jesus Cristo, que uma pessoa ou um objeto sejam protegidos contra a ação do Maligno e subtraídos ao seu domínio, isso chama-se exorcismo».


   Fonte: Celebração dos exorcismos -  Conferência Episcopal -  Ritual Romano - Reformado por Decreto do Concílio  Ecumênico                                              Vaticano II e promulgado por autoridade de sua Santidade o Papa João Paulo II 

Jaime Francisco é criador deste site. É Apologista Católico, Historiador, Estudioso da Igreja Primitiva e das doutrinas protestantes no Brasil e na América Latina. Publicou 03 obras em defesa da Fé Católica: "As diferenças entre Igreja Católica e Igrejas Protestantes" " Porque estes Protestantes tornaram - se Católicos" e " Lavagem Cerebral e Hipnose no meio Protestante" Maiores informações sobre os livros: www.respostascatolicas.webnode.com.br   Nestes últimos anos tem estudado profundamente sobre Psicologia e fenômenos  relacionados à demônologia.

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