Apologética Católica

 Os Anjos e demônios



             As criaturas angélicas estão presentes ao longo de toda a história da salvação: umas permanecem ao serviço do desígnio divino e prestam continuamente a sua proteção ao mistério da Igreja; outras, decaídas da sua dignidade – e chamadas diabólicas –, opõem-se a Deus e à sua vontade salvífica e à obra redentora de Cristo e esforçam-se por associar o homem à sua rebelião contra Deus. (Cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 332, 391, 414, 2851).

             Na Sagrada Escritura, o Diabo e os demónios são designados por vários nomes, alguns dos quais indiciam a sua natureza e a sua ação. O Diabo, que é chamado Satanás, serpente antiga e dragão, é quem seduz o mundo inteiro e combate contra os que observam os mandamentos de Deus e dão testemunho de Jesus (cf. Ap 12, 9.17). É denominado adversário do homem (1 Pedro 5, 8) e homicida desde o início (cf. Jo 8, 44), pois, pelo pecado, tornou o homem sujeito à morte. Porque, pelas suas insídias, provoca o homem a desobedecer a Deus, o Maligno é chamado Tentador (cf. Mt 4, 3 e 26, 36-44), mentiroso e pai da mentira (cf. Jo 8, 44), atuando astuta e falsamente, como testemunham a sedução feita aos primeiros pais (cf. Gen 3, 4.13), a tentativa de desviar Jesus da missão que o Pai Lhe confiou (cf. Mt 4, 1-11; Mc 1, 13; Lc 4, 1-13) e finalmente a sua transfiguração em anjo de luz (cf. 2 Cor 11, 14). É também chamado príncipe deste mundo (cf. Jo 12, 31; 14, 30), isto é daquele mundo sobre o qual o Maligno exerce domínio (cf. 1 Jo 5, 19) e não conheceu a Luz verdadeira (cf. Jo 1, 9-10). Finalmente, o seu poder é designado poder das trevas (cf. Lc 22, 53; Col 1, 13), porque odeia a Luz que é Cristo e atrai os homens às suas próprias trevas. Mas os demônios que não aceitaram a soberania de Deus (cf. Jud 6) foram condenados (cf. 2 Pedro 2, 4) e constituem os espíritos do mal (Ef 6, 12), pois são espíritos criados que pecaram, e são denominados anjos de Satanás (cf. Mt 25, 41; 2 Cor 12, 7; Ap 12, 7.9), o que pode também significar que lhes foi confiada determinada missão pelo seu chefe maligno.

              As obras de todos estes espíritos imundos, maus, sedutores (cf. Mt 10,1; Mc 5, 8; Lc 6, 18; 11, 26; Atos 8, 7; 1 Tim 4, 1; Ap 18, 2) são destruídas pela vitória do Filho de Deus (cf. 1 Jo 3, 8). Embora «durante toda a história humana se trave uma dura batalha contra o poder das trevas», que «durará até ao último dia»,4 Cristo, pelo mistério pascal da sua morte e ressurreição, «livrou-nos da escravidão do diabo e do pecado»,5 derrubando o seu domínio e livrando todas as coisas dos contágios malignos. Contudo, dado que a maléfica e adversa ação do Diabo e dos demónios afeta pessoas, coisas e lugares, manifestando-se de diversos modos, a Igreja, sempre consciente de que «os dias são maus» (Ef 5, 16), orou e ora para que os homens sejam libertos das ciladas do diabo.

 

Fonte: Celebração dos exorcismos -  Conferência Episcopal -  Ritual Romano - Reformado por Decreto do Concílio  Ecumênico Vaticano II e promulgado por autoridade de sua Santidade o Papa João Paulo II 

Jaime Francisco é criador deste site. É Apologista Católico, Historiador, Estudioso da Igreja Primitiva e das doutrinas protestantes no Brasil e na América Latina. Publicou 03 obras em defesa da Fé Católica: "As diferenças entre Igreja Católica e Igrejas Protestantes" " Porque estes Protestantes tornaram - se Católicos" e " Lavagem Cerebral e Hipnose no meio Protestante" Maiores informações sobre os livros: www.respostascatolicas.webnode.com.br   Nestes últimos anos tem estudado profundamente sobre Psicologia e fenômenos  relacionados à demônologia.

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