Apologética Católica


                 O Protestantismo na Visão Histórica


Por Jaime Francisco de Moura



É impossível qualificar de benéfícos os efeitos da Reforma. Um de seus maus frutos foi a série de guerras na França entre 1562 e 1589. Ali os protestantes, ou huguenotes, como eram chamados, estavam em franca minoria, mas entre eles contavam-se alguns dos membros mais hábeis e influentes das classes comercial e financeira. Além disso, formavam um partido político envolvido em conspirações contra os Católicos.

 

A luta entre nações e seitas não foi o único tipo de barbarismo que a Revolta instigou diretamente. É só lembrar a feroz intolerância dos Calvinistas contra os Católicos, a horrível perseguição á feitiçaria, Cientistas, Livres pensadores, queima de livros etc. Além da perseguição movida aos homens do saber, a Reforma foi ainda, por outros motivos, um golpe no progresso da cultura. O objetivo dos Reformadores Protestantes era incentivar a confiança absoluta na fé e a crença na Bíblia como fonte ultima da Religião e da verdade. Tanto Lutero como Melanchton condenaram o sistema astronômico de Copérnico, alegando ser contrario às Escrituras.

 

A revolta dos Camponeses, de 1524-25, iniciou-se no sul da Alemanha e espalhou-se rapidamente para o norte e para o ocidente até envolver quase todo o país. Esse movimento caiu sob o domínio de fanáticos como Tomás Munzer, que pregava uma luta ferro e fogo contra a nobreza. Na primavera de 1525, os camponeses desencaminhados começaram a saquear e a incendiar os mosteiros e castelos, assassinando seus adversários. Os nobres voltaram-se contra o movimento contra-atacando e matando até os que resistiam. Por incrível que pareça, os senhores eram encorajados nessa selvageria por vários Reformadores, inclusive o próprio Lutero. Num panfleto intitulado contra as hordas ladras e assassinas dos camponeses incitava ele quantos pudessem a perseguir os rebeldes como cães raivosos.

 

Em 1534, um grupo de Anabatistas apoderou-se da cidade episcopal de Munster, na Vestfália, e Munster se tornou uma Nova Jerusalém onde foram postas em praticas todas as fantasias acumuladas do setor lunático do movimento. As propriedades dos não crentes foram confiscadas e introduziu-se a Poligamia. Um certo João de Leyden assumiu o titulo de rei, proclamando-se sucessor de Davi com a missão de conquistar o mundo e exterminar os pagãos. Difundiram-se idéias novas entre os Anabatistas; falou-se de “revolução pacifica” e isso foi a espera passiva da segunda vinda de Cristo. Mas, em determinadas seitas, essas idéias associaram-se a apelos a atos de violência que deveriam purificar os mundos dos “infiéis” antes da chegada do Messias. Os pregadores decretavam diversas datas nas quais devia começar o milênio. Melchior Hofman, que pregava em Estrasburgo, anunciou que o reino de Deus seria instaurado em 1553.

 

Sobre o governo de Calvino na Suíça, Genebra transformou-se numa oligarquia religiosa. A autoridade suprema era exercida pela congregação do clero Calvinista que preparava todas as leis e as submetia à aprovação do Consistório. A cidade foi dividida em distritos e uma comissão do Consistório visitava casa por casa, a intervalos irregulares, a fim de investigar os hábitos dos moradores. Até as formas mais inofensivas de frivolidade humana era estreitamente proibidas, Dançar, jogar cartas, ir ao teatro, trabalhar ou divertir-se no dia do Senhor, tudo isso era punido como crime.

 

Durante os quatros primeiros anos de governo Calvinista houve nada menos de cinqüenta e oito execuções numa população dede 16.000 habitantes. Segundo Preserved Smith, houve mais casos de vícios em Genebra depois da Reforma do que antes. A teologia de Calvino afirmava que Deus em sua alta sabedoria predestinou alguns homens à salvação e condenou o resto da humanidade aos tormentos do inferno. Calvino concebeu Deus como um poderoso legislador que houvesse transmitido, nas Escrituras, um conjunto de regras que deviam ser obedecidas ao pé da letra. A fé Calvinista estava mais próxima do velho Testamento e também associada aos ideais do novo Capitalismo.

 

Na Escócia, estalou uma revolta em 1557, que dois anos depois, se havia alastrado por todo o País. A chefia da revolta não tardou a cair nas mãos de um vigoroso e obstinado pregador chamado João Knox, que fora discípulo de Calvino em Genebra. Knox eliminou todos os vestígios de Catolicismo na Escócia e fundou uma Igreja Presbiteriana de base Calvinista radical. Em 1560, o Prebiterianismo foi proclamado religião do povo Escocês.

 

As traduções da Bíblia em diversos países permitiram inaugurar a critica cientifica dos cânones Cristãos; um número muito maior de fieis já podia compreender o Evangelho. Mas ao mesmo tempo, surgiram novas interpretações, vieram as duvidas. Só na Alemanha, uma vintena de traduções foram publicadas antes da de Lutero. Nas fronteiras do Luteranismo e freqüentemente contra ele, desenvolviam-se movimentos violentos. Exemplo disso foram os Anabatistas, que para eles não se tratava apenas de negar  o valor do Batismo dado às crianças, eles pretendiam alcançar uma sociedade comunista, liberta dos padres e dos príncipes.

 

Quando morre Calvino, o mapa religioso da Europa parecia um espelho quebrado, deformando a imagem da Igreja. O Imperador cansado de guerras reconhece que os súditos deveriam acatar à religião de acordo com cada região Alemã. O resultado mais flagrante da Reforma foi a divisão da Cristandade Ocidental numa multidão de seitas hostis; já não havia, como na idade Média, um único rebanho e um único pastor para toda a Europa Latina e Teutônica.

Jaime Francisco é criador deste site. É Apologista Católico, Historiador, Estudioso da Igreja Primitiva e das doutrinas protestantes no Brasil e na América Latina. Publicou 03 obras em defesa da Fé Católica: "As diferenças entre Igreja Católica e Igrejas Protestantes" " Porque estes Protestantes tornaram - se Católicos" e " Lavagem Cerebral e Hipnose no meio Protestante" Maiores informações sobre os livros: www.respostascatolicas.webnode.com.br   Nestes últimos anos tem estudado profundamente sobre Psicologia e fenômenos  relacionados à demônologia.

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