Apologética Católica

 Ciência e religião.  A psicologia e os demônios

 


Um argumento comum contra a possibilidade de existência dos demônios é deduzido do fato que a psicologia e algumas outras ciências descobriram nomes para as doenças e fenômenos que, no passado, eram atribuídos a espíritos malignos. Na realidade, porém, não existe nenhum conflito em aceitar a diagnose que um psicólogo ou psiquiatra faz de um caso de anomalia mental e em aceitar, ao mesmo tempo, a possibilidade de influxos concomitantes da ação de um espírito maligno.

Mas afinal, os diabos existem? Para o religioso sim, assim como os anjos bons existem. Trata-se de uma realidade Bíblica, afirmada pela Igreja e proclamada pela Tradição e pelo Magistério. “A demonologia cuida de fatos extraordinários, com pessoas, frequentemente sãs na mente, que desmoronam no mal e o semeiam. Isso não tem nada a ver com a psiquiatria.

As ciências da psique não podem dar explicações para todos os fatores que contribuem para os problemas mentais ou outros distúrbios de comportamento. Por isso, a perspectiva positivista que exclui a possibilidade de influências sobrenaturais, representa um horizonte estreito, em nítido contraste com a visão religiosa, a qual pode aceitar todas as características positivistas e ainda estar aberta para ulteriores elementos explicativos. “A diferença entre um psiquiatra católico, ateu ou agnóstico está apenas no fato que o primeiro não exclui a verificação dos fenômenos pré-naturais”.

Em alguns casos, de fato, verificam-se fenômenos não explicáveis em nível científico. A ciência cambaleia diante de certos episódios. Um destes é a possessão demoníaca, processo no qual o espírito demoníaco se apodera de um corpo mortal. Um processo não imediato e radical, mas que se manifesta em três frases, a última das quais (possessão de terceiro grau) é devastadora para o físico da pessoa, na qual o demônio altera fortemente as características físicas, a temperatura corpórea varia e a pele emite mau cheiro. Em determinados momentos, existem mudanças do tom de humor, que não são cíclicos como no distúrbio bipolar - meses de excitação, seguidos de meses de depressão - mas absolutamente repentinos e alternados no período de poucas horas: a pessoa pode ser tranquila e em uma hora se tornar agitada, furiosa, profundamente angustiada, alegre e assim por diante.

Outro episódio é “a mudança improvisada de cor da pele”. A pele assume uma tonalidade indescritível e nunca observada clinicamente. Também se associava a uma deformação do rosto e um timbre de voz também indescritível, acompanhados de uma força enorme”. Neste caso somente a intervenção do exorcista seria eficaz. Com a presença dele “A pele retoma sua cor, o rosto parece doce em minutos e assim a voz volta ao timbre normal”.

O doutor Richard E. Gallagher, um psiquiatra e professor de Psiquiatria na clínica New York Medical College, documentou o caso de uma paciente com o nome de “Julia”, dizendo que se encontrava diante de um real caso de possessão demoníaca. É raro que um cientista e psiquiatra reconheça tal possibilidade, visto que em geral os médicos dizem que se trata de qualquer tipo de doença mental.

Adam Blai um psicólogo cético após assistir quase 100 exorcismos, se fez crente. Ele estudou os criminosos mais violentos nos Estados Unidos e diz que encontrou pelo menos alguma humanidade em cada um deles - mas diz que não é assim com o possuído. Hoje, Adam Blai da aulas de exorcismos para Padres em todo o mundo.

E saindo do tema “Possessão demoníaca” é fato também que muitas vezes o ser humano encontra-se em situações limite, em situações sobre as quais não tem nenhum poder para transformar a realidade que vive, seja diante de uma doença incurável, seja diante de um sofrimento inevitável ou ainda diante das atitudes de outras pessoas ao seu redor. São nestes momentos de forma especial que o poder da espiritualidade se manifesta, são em momentos assim que a fé pode se manifestar de forma extraordinária. É fato que as pessoas de fé conseguem superar com mais facilidade a depressão, por exemplo.

Como distinguir possessão diabólica de doença mental?

Quais são os sintomas de uma possessão diabólica?

 A possessão diabólica é a mais grave atividade demoníaca extraordinária. Relembramos que a atividade ordinária do diabo é representada pela tentação. A tentação é o que abre caminho para os fenômenos mais graves.

Como se reconhece a possessão diabólica?

A aversão a tudo aquilo que é sagrado. Repugnância pela oração, por tudo aquilo que é abençoado mesmo sem a consciência do que seja, reações inesperadas de violência em pessoas com uma índole diferente. Manifesta-se com blasfêmia, agressões físicas, reações furiosas se as abençoamos, ou se rezarmos diante delas.

Quais sintomas são suficientes para afirmar que existe uma possessão diabólica?

 Alguns sintomas são: conhecer profundamente assuntos ou línguas desconhecidas ao sujeito; conhecer a localização de objetos escondidos à vista; conhecer coisas ocultas; manifestar uma força sobre-humana e anormal pela idade ou pelas condições físicas da pessoa. Às vezes se manifestam com uma agitação psicomotora que, sem explicação, não responde à terapia farmacêutica sedativa.

Como se abre um caso psiquiátrico?

O sacerdote exorcista decide caso por caso, decidindo se envolve, ou não, um médico psiquiatra. Este profissional precisa ter uma preparação acadêmica, mas também espiritual. Existem médicos que não acreditam na existência do diabo, não reconhecem a atividade demoníaca ordinária ou extraordinária. Às vezes os exorcistas se encontram em dificuldades quando enviam seus pacientes aos psiquiatras que não têm fé e que não reconhecem o maligno.

Quais são as doenças psíquicas que podem ser confundidas com uma possessão diabólica?

Algumas como a esquizofrenia e o distúrbio obsessivo. Em um contexto de psicose delirante poderia, com base nos casos, parecer uma possessão diabólica. Devemos considerar estas patologias com grande atenção e com a competência pedida para este trabalho.

Qual é o primeiro passo que deve cumprir uma pessoa que tem um problema e quer saber se é uma questão espiritual ou psiquiátrica?

Muitas das coisas que mencionamos envolvem as pessoas que, na maior parte dos casos, vivem fora da graça de Deus, pessoas que vivem em situações de pecado mortal. É claro que para um crente o primeiro passo é reconciliar-se com Deus através da oração, Sagrada Escritura e os sacramentos. A pessoa pode seguir um caminho de fé acompanhada por um diretor espiritual. Obviamente, se estas pessoas manifestam problemas psíquicos, ou médicos, podem pedir a ajuda de um especialista.

Hoje se sabe que nos meios científicos é colocado em dúvida a negação de influências demoníacas. O neopsicologismo afirma que não existe pecado, mas carências psicológicas e desvios patológicos de conduta. Ora, se não existe pecado, não há inferno e, por conseguinte, os demônios são seres irreais. E o que é pior: se não existe pecado a vinda de Cristo ao mundo foi em vão. Para satanás esta é sua maior vitória: fazer-nos pensar que ele não existe e que tudo isso é folclore.

Mas na verdade, a religião busca religar o homem a Deus, e a psicologia tem o papel de compreender o homem em sua totalidade e auxiliá-lo a viver em harmonia, equilíbrio e de forma saudável. Embora muitos tentem constantemente separar a religião da psicologia ou da ciência em geral, ambas não se contrapõem, muito menos se excluem.

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