Apologética Católica

 


Os erros da Tradução de João Ferreira de Almeida – Parte 02


 

               Na parte 01 deste artigo mostramos que o tradutor da Bíblia protestante em língua Portuguesa, João Ferreira de Almeida, tinha adulterado as Sagradas Escrituras, colocando o termo “Imagens de Escultura” no lugar de "Ídolo". O leitor pode conferir na Bíblia João Ferreira de Almeida em (Isaías 42,8) veja com está: "Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura". Agora vejamos como está na Bíblia Católica: "Eu sou o Senhor, esse é meu nome, a ninguém cederei minha glória, nem a ídolos minha honra".

               Agora vamos para (Isaías 44, 9) na Bíblia João Ferreira de Almeida: "Todos os artífices de imagens de escultura são vaidade, e as suas coisas mais desejáveis são de nenhum préstimo; e suas mesmas testemunhas, nada vêem nem entendem para que sejam confundidos". Vejamos agora na Bíblia Católica: "Os fabricantes de ídolos nada são e suas preciosas obras nada valem; para confusão deles, suas testemunhas não sabem ver nem compreender.

               Faça mais comparações com estes capítulos  de Isaías 42,17; 44,10; 44,17 na Bíblia João Ferreira de Almeida e depois vá nos mesmos capítulos em uma Bíblia Católica.

               Foi mostrado no artigo 01 que João Ferreira de Almeida criminosamente também usou a palavra “procissão” em Isaías 45,20 para condenar as imagens, trazendo assim mais um pretexto para negar as procissões Católicas. Vamos conferir então com está na Bíblia João Ferreira de Almeida. "Congregai-vos, e vinde; chegai-vos juntos, os que escapastes das nações; nada sabem os que conduzem em procissão as suas imagens de escultura, feitas de madeira, e rogam a um deus que não pode salvar.

               Agora vamos para a Bíblia Católica: "Vinde, reuni-vos todos, aproximai-vos, vós que fostes salvos dentre as nações! Nada disso compreendem aqueles que trazem seu ídolo de madeira, aqueles que oram a um deus impotente para salvar".

               Só que os erros de tradução não param aí. João Ferreira de Almeida comete vários outros, como por exemplo, em Isaías 7,14. A palavra hebraica, “almá” (עלמה) significa “moça jovem” que foi traduzida como “virgem”, sendo que a palavra “virgem” em hebraico se fala “betulá” (בתולה). E esse erro de tradução persiste até hoje nas versões protestantes.Agora veja com está na Bíblia Católica: "Vinde, reuni-vos todos, aproximai-vos, vós que fostes salvos dentre as nações! Nada disso compreendem aqueles que trazem seu ídolo de madeira, aqueles que oram a um deus impotente para salvar.

               Outro erro de tradução está em (Tito 1, 3-1) que diz: “Admoesta-os a que se sujeitem aos principados e potestades” sendo que a verdadeira tradução vinda dos originais é: “Admoesta-os a que sejam submissos aos magistrados e às autoridades”. As palavras aqui não tem nada a ver uma com as outras.

               A tradução do Novo Testamento de João Ferreira tinha tantos erros, que os revisores passaram quatro anos tentando corrigir o que ele fez em menos de um. 

               Já em 1908, o Reverendo. Dr. Aked, ministro batista, dizia à Appleton’s Magazine: “Nas páginas da versão protestante da Bíblia será achado erros históricos, enganos aritméticos, inconsistências e contradições múltiplas. Em todas suas fases antigas foi copiada à mão de um manuscrito a outro por escritores diferentes, um processo que resultou em muitos enganos”.

               Antes de morrer, João Ferreira publicou uma lista de mais de mil erros em seu Novo Testamento, e Ribeiro dos Santos afirma serem mais. (Ribeiro dos Santos foi um importante historiador do protestantismo brasileiro. Ele era pastor presbiteriano).


Artigo escrito por Jaime Francisco de Moura

 

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