Apologética Católica

Respostas aos Protestantes sobre o  Batismo  de  Crianças

Por Jaime Francisco de Moura


A Igreja Católica o faz, lembrando que as crianças dos Judeus eram consagradas a Deus, sobretudo os primogênitos, pela circuncisão; e que Jesus, que não precisava ser batizado, foi circuncidado como criança segundo o rito Judaico e depois batizado por  João como adulto. Ora, se o menino puro e santo que era Jesus, e seus pais aceita o rito, que no Judaísmo equivalia ao batismo dos cristãos, por que negar às crianças esse sinal de entrega a Deus?

 O batismo das crianças é então uma circuncisão nova, que agrega ao novo povo de Deus ( Colossenses 2,11 ) (Efésios 2,11-22) unido à páscoa de Cristo por esforços e por uma fidelidade generosa,o batizado se prepara para entrar no seu reino glorioso (Colossenses 1,12) e na posse da celeste herança da qual tem as primícias pelo dom do espírito ( 2 Cor 1,22 )  ( Efésios 1,14 ).

Que é o Batismo Cristão?

-         É um sacramento da nova lei, que Jesus Cristo instituiu para nos fazer cristãos, filhos de Deus e da sua igreja.

Como é que o Batismo produz esses efeitos?

-         Pela força sobrenatural que Jesus Cristo lhe deu de produzir um verdadeiro “Renascimento” ou “Regeneração Espiritual” (João 3,5) (Tito 3,5-7), que perdoa o pecado original e outros, se houver, comunicando à alma a graça divina e santificante (Efésios 5,26-27).

Então há pecado original?

-         Sim. Além dos pecados pessoais que cada um comete após chegar ao uso da razão, é o que afirma a Bíblia (Romanos 5,19) (Romanos 5,12-14).

Então o pecado original atinge a todos?

-         Sim, exceto a virgem Maria por sua invencibilidade pelo maligno (Gêneses 3,15) e por sua plenitude da graça (Lucas 1,28) todos nós contraímos o pecado original (Romanos 5,12-14) E isso desde o primeiro momento da nossa concepção (Salmo 50,7) (Romanos 5,14).

Então o Batismo é necessário para todos?

-       Sim,  foi o que Jesus afirmou: “quem não renascer pela água e pelo Espírito Santo, não entrará no reino dos céus” (João 3,5). Quem não exclui ninguém, não põe limite de idade.

E as crianças?

-         As crianças sem o uso da razão, não podendo opor qualquer obstáculo à graça, estão na melhor das disposições espirituais para receber o batismo e o seu efeito a graça santificante.

Não se deve esperar que cresçam para pedir o batismo?

-        Não. Como não se espera que peçam o alimento. Assim apenas nascidas para vida natural as crianças recebem o batismo pelo qual renascem para a vida sobre natural da graça. É pecado priva-las desse grande benefício. É impedi-las de irem a Jesus (Marcos 10,14).

Como explicar a frase: “Quem crer e for batizado será salvo, quem não crer será condenado” (Marcos 16,16)

Nesta passagem, os protestantes, na verdade só observam a primeira parte. Veja bem: Quando eles falam que a criança não crê, porque não entende nada, deveriam também considerar a segunda parte do texto: Quem não crer será condenado! Se for por esse raciocínio, todas as crianças serão condenadas, pois elas não tem nenhuma condição de crer. Portanto mais uma vez, eles se contradizem, nesta passagem.

A criança não crê. De que forma, então poderá ser batizada? Vejamos: A fé não é produto da mente humana, de gente grande; “A fé é dom de Deus” (Efésios 2,8). E, sendo a fé dom de Deus, não é somente individual, mas também comunitária. A fé manifesta também, na família, no lar, onde a criança participa da fé paternal e material, como participa do seu afeto, do seu carinho e do seu amor.

Ora, essa participação da fé já é um pressuposto para que a criança venha receber validamente o batismo. Vejamos: “Porque o marido descrente é santificado pela mulher” “ E a mulher descrente é santificada pelo marido; doutra sorte os vossos filhos seriam imundos: Mas agora são santos”, isto é, são crentes junto, com os pais (1Cor 7,14).

Definitivamente, os pais que vivem a fé apóiam Biblicamente os filhos para a válida recepção do batismo.

Em (1Cor 10,2) Paulo mostra que todos os Israelitas foram batizados em Moisés, na nuvem e no mar (como símbolo do batismo Cristão). Sabemos porém que este batismo não aconteceu por imersão, pois os Israelitas, junto com todas as crianças passaram o mar vermelho a pé enxuto, tocando apenas a areia úmida do mar.

E o Batismo nos rios e por imersão? Que pensar?

É outro erro julgar que o Batismo tem que ser nos rios, e por imersão. Ao afirmarem tal exclusividade confundem o Batismo instituído por Cristo – que é Sacramento de regeneração espiritual – com o de João Batista, que era mero rito para excitar à penitência ou conversão (Mateus 3,11) (Atos 11,16) (João 1,29-34).

Esse modo de pensar e de agir é pois, contraditório:

1.º porque a Bíblia não afirma que João Batista imergia (mergulhar n’água) as pessoas. Muito menos o fez com Jesus Cristo, a Quem tinha grandíssimo respeito. Além disso, o costume constante dos hebreus era antes o das abluções rituais, isto é, derramar água por cima da pessoa que se purificava (Marcos 7,4) (João 2,6).

2.º porque nenhum dos seis casos de batismos cristãos feitos no tempo dos Apóstolos, e registrados na Bíblia, foram feitos em rios.

Onde estão na Bíblia esses batismos?

Estão narrados nos Atos dos Apóstolos:

= o 1.º está em (Atos 2,41) : cerca de três mil pessoas batizadas no dia de Pentecostes em Jerusalém, onde não há rios;

= o 2.º está em (Atos 8,36-38) : é o batismo do servo da rainha da Etiópia, em uma fonte na qual havia “alguma água” (no original da Bíblia);

= o 3.º está em (Atos 9,11-18) : é o batismo de Saulo no interior de uma casa em Damasco;

= o 4.º está em (Atos 10,47) : é o batismo de um grupo de gentios em Cesaréia “com água de batismo”;

= o 5.º está em (Atos 16,33-35) : é o batismo do carcereiro de Filipos, numa cadeia à meia noite, feito por São Paulo;

= o 6.º está em (Atos 19,3-5) : é o batismo de um grupo de ex-discípulos de João Batista em Éfeso, em que, como sempre, não há qualquer menção de rio.

Portanto, a maneira mais conforme à Bíblia, de se administrar o Batismo Cristão, é a de ablução (derramar água na pessoa a quem se batiza)

Ademais, como se batizariam os enfermos? Ter-se-ia que providenciar tanques térmicos ? Ou deixar-se-iam as pessoas morrerem sem o Batismo que, no entanto, é necessário para a salvação? Portanto, além das razões bíblicas e da prática constante da Igreja, quantos e sérios problemas na ordem prática?Se quisermos celebrar o batismo por imersão, o ritual do batismo dá toda explicação de como fazer, embora, a quantidade de água comum, mergulhando o indivíduo no rio ou derramando água sobre sua cabeça, não altera em nada o batismo, pois a função da água, do líquido usado é, biblicamente, simbolizar a água viva, Jesus Cristo (João  4,14). Purificando a pessoa.

Há igrejas que não batizam as crianças porque, dizem eles, é contrário a Bíblia. Além disso, dizem que para ser batizados é preciso se arrepender dos pecados e as crianças não tem condições de fazer isso.

- Vejamos de agora em diante que o batismo é para todos independente de idade, ler (Mateus 28,19) (João 3,3).

- O batismo deverá ser tomado em sintonia com o poder de “ligar e desligar” dado  pelo senhor Jesus a Igreja (Mateus 16,19) (Mateus 18,18).

- Jesus disse: Ide, pois ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

- Nos atos dos apóstolos se lê que estes batizam famílias inteiras, ora, nas famílias há sempre crianças: Ler: (Atos 16,14-15) (Atos 32-33) ( 1 Coríntios 1,16) (Atos 9,18-19) ( Colossenses 2,11-14).

Nestas três vezes em que os apóstolos batizavam, eles o fizeram por infusão e não por imersão, pois não havia nem rios nem riachos, estavam em casa ou no cárcere (Prisão). Ler ainda: (Atos 18,8)

No diálogo que Jesus teve com Nicodemos sobre o novo nascimento, por questão de humildade, não falou nada explicitamente sobre a entrega a ele, frisou sim, que é preciso nascer da água (João 4,14), água viva, simbolizada por aquela natural, aplicada no batismo e do espírito (João 3,5).

Na Nova e Eterna Aliança “o Batismo substituiu a circuncisão da Antiga Aliança”, como rito da entrada para o povo escolhido de Deus. Ora se o próprio Deus ordenou a Abraão circuncidam os meninos já no 8.º dia depois do nascimento, sem exigir deles uma fé adulta e livre escolha, então não seria lógico recusar o Batismo às crianças dos Pais Cristãos, por causa de tais exigências.

Orígenes (185 255) escreve: “A igreja recebeu dos apóstolos a tradição de um batismo também aos recém-nascidos”. (Epist. Ad. Rom. Livro 5,9). Cipriano em 258 escreve: “Do batismo e da graça não devemos afastar as crianças”. (carta a Fido). Seguindo à tradição apostólica, cada homem honesto reconhece que os cristãos dos primeiros séculos conheciam muito bem e observavam a doutrina e as práticas religiosas recebidas dos apóstolos.

Ora, se a Igreja Católica, analisando os textos bíblicos que nos revelam: “... Todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus.” (Romanos 3,23)  (Romanos 5,12) (1 Coríntios 15,21-23) ou eis que nasci na culpa, minha mãe recebeu-me no pecado (Salmos 50,7) achou por bem batizar todos, grandes e pequenos, colocando como condição para o batismo dos pequenos a participação na fé familiar de seus pais (1 Coríntios 7,14) (Atos 16,31-33), ela age, mediante Cristo, correta e autorizadamente.

- Uma localidade na roça:

Um padre batizando 40 crianças em frente a sua Igreja. Um pastor estava olhando do lado oposto, com a Bíblia, e disse a um jovem: Depois do batismo, “Fala ao padre: se encontrar na Bíblia onde está escrito de batizar as crianças, vou  lhe dar um milhão.” O padre mandou de volta o jovem: “Se o pastor me encontrar na Bíblia onde está escrito que só se deve batizar adultos, dou-lhe 10  milhões.

 

Fonte: “As diferenças entre igreja católica e igrejas evangélicas”

Editora Com Deus - SP

Autor: Jaime Francisco de Moura

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